O dinheiro em África

O dinheiro em África

 

Muito antes das cédulas de papel e das moedas, comprar um pão podia ser uma dor de cabeça. As primeiras versões de moedas que surgiram  eram comestíveis, animais e pedras difíceis de carregar por aí. Valia de tudo: entre 9.000 e 6.000 a.C., vacas, ovelhas, camelos e outros animais serviam como moeda de troca para as transações da antiguidade.

Com o avanço da agricultura, grãos também passaram a servir como padrão para trocas – bem mais fácil de guardar no bolso, nê?  O Cauris (também conhecidos como búzios) começaram a ser usadas como moeda por volta do século 11 a.C e, até o século 19, continuavam sendo empregados em transações em algumas regiões da África.  Para comprar 10 kg de farinha ou meia dúzia de galinhas bastava entregar no comércio as Katanga. As cruzes, também conhecidas como “handa”, foram usadas como moeda de troca na República Democrática do Congo durante os séculos 19 e 20, mas não eram lá muito práticas pois eram confeccionadas em cobre, e tinham cerca de 20 cm  e chegavam a pesar 1 kg. Pense você indo fazer compras do mês?  Não era tarefa para os fracos.

 

Por volta do ano 3 mil a.C. a chamada shekel, unidade monetária  passa a ser  usada tanto para determinar o peso da cevada  como de metais, a exemplo do cobre e bronze.  O surgimento dos primeiros formatos de dinheiro na Mesopotâmia, foi uma das etapas  importante para o mundo. Pois ao se apoiarem no sistema  Shekel  esses  desenvolvem a economia tendo os  antigos palácios e templos religiosos como um local de depósito seguro para os grãos e outras mercadorias.

 

Mas é na terra dos faraós, que nasce o modelo de organização para o“deposito”   e compra , além dos modelos de comprovante da transação que registrava o valor daquilo que havia sido deixado em poder do estado. As atividades comerciais exercidas pelos povos da Núbia e da Etiópia, foram decisivos para a organização espacial e econômica  dos territórios  africanos. Desta maneira surgi o conceito de “moeda” – cujo valor está baseado  no custo do material a partir do qual  tivesse sido produzidos. É desta forma que essas entraram em circulação e transformaram  a forma como o comércio passa a ser  realizado pelo mundo.

Entre os séculos VII e XI houve um vigoroso desenvolvimento do comércio entre as diferentes regiões do continente africano integrando as economias locais e regionais. Os centros comerciais, via seus mercadores movimentavam grandes valores através da  circulação de pessoas em seus território que pagavam   taxas  em ouro ou sal, produto valioso no comércio. O ouro de Bambuk e Buré outra moeda da época enriqueceu Gana,  primeiro grande reino a ser conhecido como “o país do ouro”.

 

E você como tem movimentado seu dinheiro?

Luciane Reis

O MercAfro é um Negócio étnico e social que se estrutura via plataforma online de produção de conteúdo e ensino, cujo objetivo é integrar via desenvolvimento pessoal e ensino online, as diversas modalidades de empreendedores e empresários étnicos cuja linha comercial seja a valorização de saberes culturais e identitários de segmentos considerados “ de baixa renda” ou seja, das classes B,C,D,E, residentes no Brasil e com expansão para toda a America Latina.